QUADRAS COMERCIAIS

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Certo ninguém se incomoda

Nem corre aziagos perigos,

Comprando os belos artigos

Lá da Rainha da Moda.

É maior que, juntamente,

O grande Etna e o Chimborazo

O Vesúvio do Vicente

Mais do Angelo Rattacaso.

Eu hoje em versos levanto,

Como uma hóstia na patena,

Todo o brilho e todo o encanto

Da notável Casa Pena.

Vem-me agora, com certeza,

A enormíssima vontade,

De proclamar a riqueza

Da formosa Casa Andrade.

Sonoridade de sino,

E vibrações estridentes

Proclamam as excelentes

Boas novas do Avelino.

Se a minha Musa não erra,

É um celestíssimo dom

Que Deus presenteou à terra

A Mediana de Aragon.

Apregoamos a eficácia

Contra as humanas morboses

Das profiláticas doses

Da Silva Lemos Farmácia.

O Observatório de Sagres

Predisse, como sabemos,

Os muitíssimos milagres

Da Farmácia Silva Lemos.

Nesta cidade onde o atraso,

Lembra uma cara morfética,

Fez monopólio da estética

A Loja do Rattacaso.

Garantimos, num assomo,

Não há remédio tão bom

E eficacíssimo como

A Mediana de Aragon.

Se, doente, por vezes andas,

Arrastando horrendos tédios

Vai à Farmácia Varandas

Que tens todos os remédios.

Sei que um chinês de rabicho

Lendo a búdica doutrina,

Fez propaganda na China

De tudo que há n’O Capricho.

Estrela não há que atraia

Mais do que os bicos e as rendas

E as finíssimas fazendas

Da loja de Antônio Maia.

Avantesmas e duendes,

Gênios maus da Natureza,

Fogem, perante a beleza

Do Capricho, de seu Mendes.