Quando não vens

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando não vens, que séculos contados

À cada hora que passa, e a cada instante!

Toldam-se os ares; tornam-se pesados,

Para o meu coração febricitante.

Meus olhares tristíssimos, cansados,

Vão à rua, e à janela do mirante;

E, se não chegas, ficam desolados,

Porque moras tão longe, tão distante!...

Mas eu sei quando vens dobrando a estrada,

Para me veres, toda iluminada,

Dos resedás pela cheirosa estufa...

Sei, porque, nesse instante, alegre, sobre

O meu telhado de casinha pobre,

Uma carriça canta, e as asas rufa...