R.A.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Era ministro então. O Olavo e o Guima

Diziam que ele era o Morfeu da pasta,

E o dorminhoco andava em metro e rima

Na pilhéria que a tanta gente agasta.

Mas galgando o Catete, escada acima,

Num despertar febril, Morfeu arrasta

Todas as forças que a vontade anima,

Nos vastos planos de uma ideia vasta.

Tudo revive! A atividade é infrene.

São mutações de sonho! É o Eldorado,

É o Dinheiro na Estética e na Higiene!

Hoje, glorioso e um tanto fatigado

Não se deixa ficar calmo e solene

A dormir sobre os louros do passado.