Raboni!

By Delminda Silveira de Sousa

Só, Madalena, o túmulo sagrado

de lágrimas regando, soluçava,

— que no frígido leito não pousava

do seu Jesus o corpo regelado.

O precioso nardo delicado,

no vão jazigo, triste derramava,

e a loira coma pelo chão rojava,

naquele chão do Sangue seu regado.

Eis que, na dor extrema, ao Céu piedoso

levando o olhar que a mágoa desfalece,

vê ante si um homem majestoso...

O belo rosto atenta, e estremece!

Ele a chama: ah!... no acento mavioso

a doce voz do Mestre reconhece!