[Rompeu-se o denso véu]

By João da Cruz e Sousa

Rompeu-se o denso véu do atroz marasmo

E como por fatal, negro hebetismo

De antro sepulcral, de fundo abismo

O povo ressurgiu com entusiasmo!

O Zoilo mazorral se queda pasmo

Supõe quimera ser, ser cataclismo

Roga, já por dobrez, por ceticismo

De néscio, vil truão solta o sarcasmo.

Perdão, Filho da Luz, minh’alma exora,

Porém, a pátria diz, somente agora

Os grilhões biparti de atroz moleza!

E ele, o nosso herói já redivivo

De pé, sem se curvar, sereno, altivo

Co’as raias do porvir mede a grandeza!