SAINDO CONSELHEIRO DA FAZENDA D. DIOGO DE NORONHA
Nem sempre em verdes anos a imprudência
Produz irregular procedimento:
Nem sempre encontra o humano entendimento
Só perto do sepulcro a sã prudência.
Em vós não esperou a Providência
Que longas cãs vos deem merecimento:
Em vós mostrou que estudos e talento
Valem mais do que a larga experiência.
Os eruditos velhos conselheiros,
Depois que o vosso voto ali for dotado,
Serão de vós eternos pregoeiros:
E dirão que deveis ser escutado
Onde os ministros vossos companheiros
Não sejam da fazenda, mas do estado.