SAINDO CONSELHEIRO DA FAZENDA D. DIOGO DE NORONHA

By Nicolau Tolentino de Almeida

Nem sempre em verdes anos a imprudência

Produz irregular procedimento:

Nem sempre encontra o humano entendimento

Só perto do sepulcro a sã prudência.

Em vós não esperou a Providência

Que longas cãs vos deem merecimento:

Em vós mostrou que estudos e talento

Valem mais do que a larga experiência.

Os eruditos velhos conselheiros,

Depois que o vosso voto ali for dotado,

Serão de vós eternos pregoeiros:

E dirão que deveis ser escutado

Onde os ministros vossos companheiros

Não sejam da fazenda, mas do estado.