SAINDO POR SORTES COMPRADE DE UMA SENHORA DA PRIMEIRA GRANDEZA

By Nicolau Tolentino de Almeida

Devo pouco à natureza,

E muito a um brinco inocente;

Porque ele me faz parente

Da mais distinta nobreza.

Embora esquiva riqueza

Pretas sortes me não mande;

Que importa que ha anos ande

Sempre a perder nas menores,

Se nas dos prêmios maiores

Me saiu o prêmio grande!