SALVE, BRASIL!

By Delminda Silveira de Sousa

Na vastidão azul a Nau balança...

Sonha, Cabral fitando a imensidade;

E do Céu e do mar na soledade

Errante a vista escrutadora, cansa.

Um verde ramo, núncio d’esperança,

Voga, das águas na serenidade;

Pássaros cruzam pela claridade

Dos perfumados ares da bonança.

Além... além, ao lado do Ocidente,

Divisa o nauta, em júbilo fervente,

Dum alto monte o nítido perfil.

Já do mastro da gávea parte o grito:

— Terra! Terra! — E do seio do Infinito

Ergue-se um coração: — era o Brasil!