São Francisco de Assis

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Dos canteiros da Úmbria era Francisco o Lótus,

De cujo pólen fez-se a mais límpida luz.

E amou, como ninguém, as chagas de Jesus;

E ao senti-las nas mãos, teve sonhos ignotos.

Todo o seu coração seivou ardentes votos,

E deles viu surgir, sentiu surgir à flux,

O lendário esplendor do símbolo da Cruz,

De onde sobem da Fé os infinitos brotos.

Corpo, trilhava a terra; alma, festiva e nobre,

Vestia-se do azul bendito que nos cobre;

E, sem nunca sentir os passos fatigados,

Ei-lo, o meigo Francisco, o Pedinte das graças,

Pelos campos e pela ostentação das praças,

A pedi-las a Deus para os desamparados.