São Francisco de Assis
Dos canteiros da Úmbria era Francisco o Lótus,
De cujo pólen fez-se a mais límpida luz.
E amou, como ninguém, as chagas de Jesus;
E ao senti-las nas mãos, teve sonhos ignotos.
Todo o seu coração seivou ardentes votos,
E deles viu surgir, sentiu surgir à flux,
O lendário esplendor do símbolo da Cruz,
De onde sobem da Fé os infinitos brotos.
Corpo, trilhava a terra; alma, festiva e nobre,
Vestia-se do azul bendito que nos cobre;
E, sem nunca sentir os passos fatigados,
Ei-lo, o meigo Francisco, o Pedinte das graças,
Pelos campos e pela ostentação das praças,
A pedi-las a Deus para os desamparados.