SEDUTORA

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Alva d’aurora, e em lânguida sonata

Vinhas transpondo a margem do caminho,

Branca bem como empalecido arminho,

Alvorejando em arrebol de prata.

— Bendita a Santa do Carinho, inata!

E, ajoelhando à imagem do Carinho,

O roble altivo entreteceu-te um ninho,

Alva d’aurora, te acolheu a mata. —

Pérolas e ouro pela serrania...

No lago branco e rútilo do dia

O azul pompeava para sempre vasto.

Chegaste, o seio branco, e, tu, chegando,

Uma pantera foi se ajoelhando,

Rendida ao eflúvio do teu seio casto!