SEGREDOS... SEGREDOS...

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Diálogo ouvido anteontem, muito cedo:

— O poeta dos “Salpicas” anda torto.

— Do pé? Da mão? Das mãos? Dos pés? De um dedo?

— Não! Fica ao largo sem entrar no porto...

— Não compreendo. — Pois ouça, mas... segredo!

Ele pensa que mata e dá conforto.

Porém, se prega a trama e entra no enredo,

O Chimarrita, há muito, era homem morto!

— Cada vez, vejo as coisas mais escuras.

— Ouça-me a história e, na memória, grave-a.

Maximiliano afirma entre mil juras:

Prefiro, a pé, subir o alto da Gávea,

Contra mim próprio, ler descomposturas,

A ler um elogio ao Rivadávia...