SEGUNDA RESPOSTA DE FLORALVA. PELOS MESMOS CONSOANTES.
Amar não quero, quando desdenhada,
Da maior afeição sou combatida,
Que em mim podem fazer menos ferida
Do Amor as setas, que do brio a espada.
Com razão o respeito só me agrada,
E em vão o afeto a injúrias me convida,
Que se nos corações o amor é vida,
A vida nos desprezos não é nada.
Entre a isenção do gosto, e ser do brio
Deve ter mais impulsos a vontade
A favor da razão, que do alvedrio.
Mais glória alcança, mais imunidade
Em fazer do desprezo desvario,
Que em fazer da fineza liberdade.