Sempre e... sempre

By João da Cruz e Sousa

De longe ou perto, juntas, separadas,

Olhando sempre os mesmos horizontes,

Presas, unidas nossas duas fontes

Gêmeas, ardentes, novas, inspiradas;

Vendo cair as lágrimas prateadas,

Sentindo o coro harmônico das fontes,

Sempre fitando a cúspide dos montes

E o rosicler das frescas alvoradas;

Sempre embebendo os límpidos olhares

Na claridão dos humildes luares,

No loiro sol das crenças se embebendo,

Vão nossas almas brancas e floridas

Pelo futuro azul das nossas vidas,

Sempre se amando, sempre se querendo.