Seu vulto

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Vejo-lhe o lindo e acariciante vulto,

Delicado, sutil, sereno, em pluma

De ninho a balouçar; ou como espuma

Vejo-o surgindo de onde estava oculto.

E ao vê-lo, as ânsias, num fatal tumulto,

Surgem-se-me, assim, no peito, uma por uma...

É que ela é morta, já descera à bruma

Da sepultura, dentro de um singulto.

E, mais a mais, seu vulto me aparece;

Sobre o meu peito lentamente desce;

Ante os meus olhos ávidos assoma,

Todas as vezes que eu revejo o lenço

De lembranças do seu amor intenso,

Embalsamado do mais casto aroma.