Sonâmbulas – A luva III
E o rapaz, mais ligeiro que o vento,
N’esse instante atirando-se à arena,
Ergue a luva do meio das feras,
Encarando-as com fronte serena.
Toda a gente, em redor, contemplando
D’esse moço a bravura sem par,
Eu não sei se de assombro ou respeito
Nem podia sequer respirar.
Quando à moça o rapaz corajoso
Dava a luva, modesto e cortês,
O silêncio rompeu em aplausos...
E os aplausos caíram-lhe aos pés!...