Sonâmbulas II – Sub umbra
Há umas almas sensíveis
De umas eternas crianças,
Que dormem com esperanças
E sonham com impossíveis.
São bandos de pombas mansas,
Que com asas invisíveis
Voam por céus indizíveis
Entre saudosas lembranças.
Cismando, de plaga em plaga,
Também minh’alma divaga
Sem ter destino e sem medo.
E assim, perdida na bruma,
Parece um floco d’espuma
Que a onda lança ao rochedo.