Sonâmbulas II – Sub umbra

By Múcio Scevola Lopes Teixeira

Há umas almas sensíveis

De umas eternas crianças,

Que dormem com esperanças

E sonham com impossíveis.

São bandos de pombas mansas,

Que com asas invisíveis

Voam por céus indizíveis

Entre saudosas lembranças.

Cismando, de plaga em plaga,

Também minh’alma divaga

Sem ter destino e sem medo.

E assim, perdida na bruma,

Parece um floco d’espuma

Que a onda lança ao rochedo.