SONETO

By Cláudio Manuel da Costa

Se este Tronco adorado dos Pastores

Do tempo está zombando tão robusto,

Esta vide enlaçada ao Tronco augusto

Fará que os seus brasões sejam maiores.

Brotando frutos, sazonando flores,

Se verá triunfar do fado injusto,

Sem que da lei mortal se atreva o susto

A profanar seus claros resplendores.

Feliz do pátrio Tejo, o áureo terreno,

Que Amor quis, que dispôs a sorte avara,

Fosse de árvores tais o sítio ameno.

Quanta ventura, quanto bem declara

Este sinal, que pinta o Céu sereno!

Oh! Tronco generoso! Oh! Planta rara!