SONHO DE UM MONISTA

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Eu e o esqueleto esquálido de Esquilo

Viajávamos, com uma ânsia sibarita,

Por toda a pro-dinâmica infinita,

Na inconsciência de um zoófito tranquilo.

A verdade espantosa do

Me aterrava, mas dentro da alma aflita

Via Deus — essa mônada esquisita —

Coordenando e animando tudo aquilo!

E eu bendizia, com o esqueleto ao lado,

Na guturalidade do meu brado,

Alheio ao velho cálculo dos dias,

Como um pagão no altar de Proserpina,

A energia intracósmica divina

Que é o pai e é a mãe das outras energias!