Última morada

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Teu coração, que recordava a ermida

Da nossa aldeia, toda aberta aos cultos,

E à paz gloriosa, à branca paz querida,

Que só se encontra longe dos tumultos.

Teu coração, que tanto amou na vida,

Saturado no sangue dos singultos,

E como uma falange destemida,

Venceu dos tufos os sombrios vultos.

Teu coração, tão nobre e tão perfeito,

Talvez sonhasse com um flóreo leito,

Para guardá-lo, cheio de ternura...

No entanto, a Morte, a tua noiva amada

Deu-lhe, apenas, por última morada,

Os Sete-palmos de uma sepultura!