UMA FESTA DE ARRAIAL
Ao nume excelso, nume sacrosanto,
Atenta devoção louvar queria;
De Órfeos mimosos doce companhia
Princípio dá ao sacrifício santo.
Fendendo os ares com geral espanto
Rijo foguete as bombas espargia;
Caterva jovial então nutria
Longe dos males que lhe dão quebranto.
Bronco saloio já no largo dança;
Toca-se a gaita, fervem os tambores;
Vaga no arraial chança e mais chança.
Esta foi toda a festa, meus senhores;
Louvada seja a bolsa que não cansa,
Louvada seja a Mãe dos pecadores.