UMA FESTA DE ARRAIAL

By Nicolau Tolentino de Almeida

Ao nume excelso, nume sacrosanto,

Atenta devoção louvar queria;

De Órfeos mimosos doce companhia

Princípio dá ao sacrifício santo.

Fendendo os ares com geral espanto

Rijo foguete as bombas espargia;

Caterva jovial então nutria

Longe dos males que lhe dão quebranto.

Bronco saloio já no largo dança;

Toca-se a gaita, fervem os tambores;

Vaga no arraial chança e mais chança.

Esta foi toda a festa, meus senhores;

Louvada seja a bolsa que não cansa,

Louvada seja a Mãe dos pecadores.