UMA SAUDADE

By Delminda Silveira de Sousa

Pendido o branco lírio tenro e lindo

n’aurora d’inocência, de doçura,

oh! que vida, que afetos, que ternura

imersos deixa num pesar infindo!

Que saudade cruel está pungindo

mataram o coração nesta amargura,

no-lo diga o gemer da rola pura

na soledade um terno amor carpindo!

Mas si a alma paterna em dor se agita

dentro do peito mais viril, mais forte,

só Deus o vê lá da Mansão bendita...

Lá onde o Arcanjo pálido da morte

num esplendor de luz santa, infinita

levou-lhe o anjo de ditosa sorte!