VELHA ANEDOTA

By Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Às vezes (não é pagode!)

Cheias as hospedarias,

Sem achar camas vazias,

Cada um dorme como pode...

Foi no Paraguai... Durante

A campanha, um general

Resigna-se a dormir mal;

Vai dormir com o ajudante.

Dormem... como a guerra cansa!

Que horror! que fadiga enorme!

— E cada um dos dous dorme,

Dorme como uma criança...

De manhã, salta contente

O general ancião.

E, cheio de admiração,

Diz: “Que é isto, seu tenente?

“Veja só a minha espada!

“Que bela, que rija, filho!

“Nunca a vi com tanto brilho!

“Nem tão pouco enferrujada!”

E o outro, perdendo a linha:

“Perdão, S. general!

“Não leve o que digo a mal...

Porém... essa espada é a minha!”