Velhinha amada

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Sempre te quis, essa velhinha amada.

Essa velhinha amada te queria

Como a si própria, toda iluminada,

Pelo sol da mais límpida alegria.

Ninguém ficava mais alvoroçada

Do que ela, quando ao som da Ave-Maria,

O teu vulto, entre as árvores da estrada,

Lá longe, todo branco, aparecia...

E em sua casa, satisfeito, entravas...

Porém, num dia em que tão triste estavas,

Ela, por ti, que lágrimas chorou!

E morreu, depois disso, essa velhinha.

Mas, mesmo assim, da morte te acarinha;

E foi quem, hoje, os teus olhos te enxugou.