VI Viajando
É noite. As antas dormem à vontade
Na sombria mudez dos precipícios...
Enquanto além, os loucos sem hospícios,
Mascam blasfêmias contra a sociedade.
Aqui...na serra, longe da cidade,
O formigueiro túrgido de vícios...
No terreiro do rancho os meus patrícios
Descantam na viola, em liberdade!
Uma criança arteira, gorda e nua,
Vai, correndo e gritando, à luz da Lua,
De um morcego seguindo as asas pretas...
Eu sento o meu cavalo...E ouço a grita
Com que entoam ao longe a Chimarrita,
Aos metálicos guinchos das carretas!...