VI

By Delminda Silveira de Sousa

Humilde, manso toma a Cruz e ascende

Do Calvário o aspérrimo caminho,

O Mártir sem conforto, sem carinho

Nessa amargura que sua alma rende.

A ímpia multidão que tanto o ofende,

Impele-o pelo solo montezinho,

Da fronte, ao penetrar de cada espinho,

O rubro sangue em perlas se desprende.

Um coração piedoso ao fim encontra:

Uma mulher que àquela dura afronta

Bálsamo traz consolador e grato.

Ela enxuga-lhe o rosto ensanguentado,

E na toalha fica-lhe estampado

Do bom Jesus o nítido retrato!