VI

By Laurindo José da Silva Rabelo

Ó Anjo das ruínas,

Voa ao teu reino, que é tarefa inútil

Extinguir o que é belo no universo,

Enquanto o lume santo

D’inspiração celeste

Mentes iluminar predestinadas.

Aos sons miraculosos

D’harpa do Gênio ressurgindo ovantes

O saber, a virtude,

Meigos encantos de gentil beleza,

Hão de zombar de ti — quebrar-te o sólio,

Calcar-te aos pés a fronte.