VIII

By Delminda Silveira de Sousa

Com violência bruta levantado

O Mártir pela dor desfalecido,

Nem uma queixa tem, nem um gemido

Do coração em mágoas afogado.

A custo os olhos abre; um “ai” magoado

Entre ameaças chega-lhe, dorido;

Volve o olhar sereno, amortecido...

A mãe divisa em pranto amargurado.

Ela os braços lhe estende... O Filho, ao vê-la,

Nos braços quer, embalde, recebê-la,

Que mão cruel, sacrílega os separa!

Do seio maternal explode um grito:

“Meu filho!”... e o eco morre no Infinito,

Levando aos Céus aquela dor amara!...