VINGANÇA

By José Joaquim Correia de Almeida

Um nobre cavalheiro, sem motivo

Plausível, se dignou de injuriar-me!

Honra prezo, serei pois vingativo;

Porém não necessito que a mão se arme.

Prestando-lhe respeito e cortesia

Do insulto hei de ficar tão esquecido,

Que o homem já não faça o que fazia,

Que o homem já não seja o que tem sido.

Tendo eu a consciência mais tranquila,

Terá ele o remorso mais pungente,

Verdugo inexorável que aniquila,

Apoquenta, amofina muita gente.