Vivandeiras VII – Ao visconde do Rio Branco
Os gênios e os heróis parecem ser talhados
A um molde especial, de enormes dimensões;
Por isso eu vejo em ti um não sei quê de nobre,
De grande, de ideal... é que esse olhar descobre
Fantásticas visões!
Subiste, por ti só, ao ponto culminante
Das alfas posições na esfera social;
Deixando atrás de ti, como os eternos astros,
Um lúcido cordão de cintilantes rastros,
Na marcha triunfal!...
Se, ao cérebro arrancando um turbilhão de ideias,
Mandavas pela imprensa ao povo o teu pensar,
Sentiam emoções os teus antagonistas...
Profetizando então as glórias, as conquistas
Do lutador sem par!
Depois... se, na tribuna, em pleno parlamento,
Teu vulto sobranceiro erguia-se entre os mais,
Bastava desprender-se a frase de teus lábios:
Via-se em teu olhar a luz do olhar dos sábios...
Uns brilhos ideais!...
Não contente em colher tão viridentes louros,
Pensaste no destino atroz da escravidão...
Quiseste fazer jus a mais sinceros bravos,
E abrindo os braços teus aos míseros escravos:
Foste a moderna cruz da nova redenção!