W. L.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

E um bandeirante novo, sem as botas

De andar em carrascais, ou serras brutas,

De penetrar nas mais profundas grotas

Ou se internar nas mais soturnas grutas.

É o bandeirante urbano nas devotas

Ânsias de ver em formas resolutas,

O esplendor das metrópoles remotas

Em plintos, colunatas e volutas.

Ele antevê. nas cores mais exatas

Da Paulicéia as graças infinitas,

No áureo fulgor de mágicas palhetas.

Porém, depois dos bons tempos de pratas,

Ele que é homem que detesta as fitas,

Sente a falta do arame nas gavetas.