XI

By Cláudio Manuel da Costa

Formosa é Daliana; o seu cabelo,

A testa, a sobrancelha é peregrina;

Mas nada tem, que ver co’a bela Eulina,

Que é todo o meu amor, o meu desvê-lo:

Parece escura a nove em paralelo

Da sua branca face; onde a bonina

As cores misturou na cor mais fina,

Que faz sobressair seu rosto belo.

Tanto os seus lindos olhos enamoram,

Que arrebatados, como em doce encanto,

Os que a chegam a ver, todos a adoram.

Se alguém disser, que a engrandeço tanto

Veia, para desculpa dos que choram

Veja a Eulina; e então suspenda o pranto.