XI
Reina fundo silêncio. Passo e passo,
O homem do Evangelho se encaminha
Para o meio das gentes reunidas;
Qual o astro que as veigas ilumina
E faz abrir a flor, saltar o inseto,
Romper-se a bela e nítida crisálida,
Cantar o passarinho, e a leve corça
Pular pelas campinas orvalhadas,
Assim rebenta a vida e o movimento
À medida que o mestre se aproxima.
Sobre grande fogueira a chama brilha,
Robustas mãos arrastam duros cepos;
Outras mais frágeis pelo chão estendem
Lisas, moles esteiras, ramas frescas;
Ajoelham por fim, e o missionário
Para a imagem de Cristo se voltando
Repete as santas orações da noite.
Da noite as orações já terminadas,
As gentes abençoa, e então começa
Da Redenção a história sacrossanta,
Que a musa do poeta ornou de flores,
Tristes flores sem viço e sem perfumes.