XIII

By Cláudio Manuel da Costa

Nise? Nise? onde estás? Aonde espera

Achar te uma alma, que por ti suspira,

Se quanto a vista se dilata, e gira,

Tanto mais de encontrar te desespera!

Ah se ao menos teu nome ouvir pudera

Entre esta aura suave, que respira!

Nise, cuido, que diz; mas é mentira.

Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.

Grutas, troncos, penhascos da espessura,

Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,

Mostrai, mostrai me a sua formosura.

Nem ao menos o eco me responde!

Ah como é certa a minha desventura!

Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?