XIII

By João da Cruz e Sousa

Fui aos morangos do prado

E nunca os vi tão formosos...

Que perfume delicado,

Que cores, que tons preciosos.

Cor de sangue atravessado

De acesos sóis radiosos

Num rubro ocaso doirado,

Por horizontes calmosos;

Através da luz da aurora

Vivaz e fresca e sonora,

Num resplendor nunca visto;

Pareceram-me umas gotas

De sangue das carnes rotas

Das mãos e dos pés de Cristo.