XLII

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Vem cá, minha Maria, tão roliça,

Co’as bochechas da cor do meu caralho,

Que eu quero ver se os beiços embaralho

Co’esses teus, onde amor a ardência atiça:

Que abrimentos de boca! Tens preguiça?

Hospeda-me entre as pernas este malho,

Que eu te ponho já tesa como um alho;

Ora chega-te a mim, leva esta piça....

Ora meche... que tal te sabe, amiga?

Então, foges c’o sesso? É forte história!

Ele é bom de levar, não, não é viga.

“Eu grilo!” (diz a moça merencória)

Pois grita, que espetada n’esta espiga

Com porrais salvas cantarei vitória.