XLIII

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Dormia a sono solto a minha amada,

Quando eu pé ante pé no quarto entrava;

E ao ver a linda moça, que arreitava,

Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto seu vejo a nevada

Pudibunda bochecha, que encantava;

Outrora nas maminhas demorava

Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair d’entre o vestido

Um lascivo pezinho torneado,

Bispo-lhe as pernas, e fiquei perdido:

Vai senão quando, o meu caralho amado

Bem como Enéas acordava Dido,

Salta-lhe ao pelo, por seguir seu fado.