XLVI

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Eram seis da manhã; eu acordava

Ao som de mão, que à porta me batia:

Ora vejamos quem será... dizia,

E assentado na cama me zangava.

Brando rugir de seda se escutava,

E sapato a ranger também se ouvia...

Salto fora da cama... Oh! que alegria

Não tive, olhando Armia, que arreitava!

Temendo venha alguém, a porta fecho;

Co’um chupão lhe saudei a rósea boca,

E na rompente mama alegre mecho:

O caralho estouvado o cono aboca;

Bate a gostosa greta o rubro queixo,

E a matinas de amor a porra toca.