XLVII

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

“Mas se o pai acordar!... (Marcia dizia

A mim, que à meia-noute a trombicava)

“Hoje não... (continua, mas deixava

Levantar o saiote, e não queria!)

Sempre em pé a dizer: “Então, avia...”

Sesso à parede, a porra me aguentava:

Uma cousa notei, que me arreitava,

Era o calçado pé, que então rangia:

Vim-me, e assentado n’um degrau da escada,

Dando alimpa ao caralho, e mais á greta,

Nos preparámos para mais porrada:

Por variar nas mãos meti-lhe a teta;

Tosse o pai, foge a filha... Oh vida errada!

Lá me ficou em meio uma punheta!