XV

By Delminda Silveira de Sousa

Pálido, branco lírio maltratado,

Teu corpo vejo, oh, divinal Jesus!

Vejo teus belos olhos já sem luz,

E o nácar de teus lábios desbotado.

O coração materno angustiado,

Que aí palpitas ao sopé da Cruz,

Nesse Amor que a minh’alma não traduz,

Aquece o Filho teu enregelado!

Vem, Madalena, vem; o afeto santo

Lavando-te a alma no crisol do pranto,

Sócia te fez na Dor da Virgem pura.

E tu, discípulo amado, vem, com ela,

Vem formar a trindade santa e bela

Da mais sublime e ideal ternura!