XVI

By João da Cruz e Sousa

São tantas as sementeiras

Como as estrelas são tantas...

Ah! que virgens bebedeiras

Vêm dos aromas das plantas.

Nas terras alvissareiras

De novas colheitas santas,

Que brotos de trepadeiras,

Que vinhas quantas e quantas.

Como a seiva e o viço estoura

Pelos campos da lavoura,

Num frenesi de novilho...

Só tu, infecunda e triste,

De gelo, nunca sentiste

Os vivos germens de um filho!