XVII

By João da Cruz e Sousa

Por estas manhãs sonoras

Em tudo a luz vibra e salta

E arroios, várzeas esmalta

De deslumbrantes auroras.

São mais alegres as horas,

Nem o humor às almas falta

E de uma força mais alta

Fecundam-se as virgens floras.

Os aspectos da verdura

Recebem formas serenas

D’encantos e de frescura.

Ah! que ruflados de penas

Na luz que canta na altura,

Nas folhagens de açucenas!