XXXIV

By Gonçalves de Magalhães

Eu amo as flores

Que mudamente

Paixões explicam

Que o peito sente.

Amo a saudade,

O amor-perfeito;

Mas o suspiro

Trago no peito.

A forma esbelta

Termina em ponta,

Como uma lança

Que ao céu remonta.

Assim, minha alma,

Suspiros geras,

Que ferir podem

As mesmas feras.

É sempre triste,

Ensanguentado,

Quer seco morra,

Quer brilhe em prado.

Tais meus suspiros...

Mas não prossigas,

Ninguém se move,

Por mais que digas.