XXXIV

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Não te crimino a ti, plebe insensata,

A vã superstição não te crimino;

Foi natural, que o frade era ladino,

E esperta em macaquices a beata:

Só crimino esse herói de bola chata,

Que na escola de Marte inda é menino,

E ao falso pastor, pastor sem tino,

Que tão mal das ovelhas cura, e trata:

Item, crimino o respeitável Cunha,

Que a frias petas crédito não dera,

A ser filósofo, como se supunha:

Coitado! Protestou com voz sincera

Fazer geral, contrita caramunha,

Porém ficou pior que d’antes era!