XXXVI

By Manuel Maria Barbosa l'Hedois du Bocage

Cante a guerra quem for arrenegado,

Que eu nem palavra gastarei com ela;

Minha Musa será sem par canela

Co’um felpudo coninho abraseado:

Aqui descreverei como arreitado

N’um mar de bimbas navegando à vela,

Cheguei, propício o vento, à doce, àquela

Enseada d’Amor, rei coroado:

Direi também os beijos sussurrantes,

Os intrincados nós das línguas ternas,

E o aturado fungar de dous amantes:

Estas glórias serão na fama eternas;

Ás minhas cinzas me farão descantes

Fêmeos vindouros, alargando as pernas.