Zarina

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Ah! para todo o sempre minha amada,

Meu sol eterno, minha Estrela d’Alva,

A tua luz é a luz da madrugada,

A que dos mares lúgubres me salva.

Dos longes dessa abóbada azulada

Que às vezes é da cor da própria malva,

Desces serenamente, imaculada,

A minh’alma que tanta dor escalva.

Desces e ao mesmo tempo ao céu te elevas.

Porque no mundo me encontraste em trevas.

Porque no mundo me encontraste triste.

E como então me queres loucamente,

Entre o meu peito aflito e o céu clemente,

Uma piedade imorredoura existe.