ZELOSO, E TRISTE CONSULTA O POETA A SOLEDADE DOS MONTES PARA SEU DESAFÔGO.
Montes, eu venho a buscar-vos
para contar-vos meu mal,
inda que o vosso silêncio
interrompa com meus ais.
Já sabeis, que adora à Menga,
a quem para sujeitar
frágil corrente é meu pranto
desatado em seu cristal.
Já vos referi mil vezes,
como Menga com Pascoal,
em cima de me dar zelos,
zelos me obriga a aceitar.
Se o remédio é não tomá-los,
dá-me Menga em se queixar,
de que sou Pastor grosseiro,
pois não tomo, o que me dá.